Levante Infantil

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Anark.jpg Este artigo é ou foi feito por anarquistas!

Ele luta pelo fim dos governos, odeia o fascismo, quer que a Polícia se foda e adora fazer passeatas. Se vandalizar, vão jogar coquetel Molotov em você! (ou não).

Cuidado com os ecochatos, interesseiras e pirralhos!

Símbolo do movimento anarquista do Levante Infantil brasileiro.

Cquote1.png Adoro ver as crianças se levantando Cquote2.png
Michael Jackson sobre o Levante Infantil
Cquote1.png Cê traiu o movimento anárquico infantil, véio! Cquote2.png
Dado Dolabella sobre a inatividade de João Gordo no Levante Infantil
Cquote1.png Na União Soviética, o sistema se levanta contra VOCÊ! Cquote2.png
Reversal Russa sobre o Levante Infantil
Cquote1.png Hohxteiy e er ahx hghrianxshash e Hrashyil she evahmntando ouentra e hovbierhno. Fue uhmna ihn-iraçsxshción. Cquote2.png
Carlitos Tevez sobre o Levante Infantil
Cquote1.png Criançada desordeira da porra, caralho!! Cquote2.png
Dercy Gonçalves sobre o Levante Infantil, porra!
Cquote1.png Adoro crianças. De preferência, bem passadas Cquote2.png
Oscar Wilde sobre o Levante Infantil
Cquote1.png Meu filho liderou Cquote2.png
Chuck Norris sobre o Levante Infantil

O Levante Infantil foi um movimento anárquico liderado pelas crianças brasileiras nas décadas de 80 e 90. Organizadas em pequenos grupos nas principais capitais do país, o movimento foi responsável por algumas das mais importantes mudanças políticas no Brasil durante um período de 15 anos, marcado especialmente pelo fim da ditadura militar e pelo impeachment do ex-presidente Fernando Collor de Mello.

Origem[editar]

Protesto de crianças do Levante Infantil em Curitiba.

Direta ou indiretamente, a origem do Levante Infantil brasileiro se deu por influência do anarquista francês Pierre-Joseph Proudhon. Em um de seus mais importantes textos, Proudhon pregava que “ser governado é ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, depositado, calculado, apreciado, censurado, comandado por seres que não têm o título, nem a ciência, nem a virtude. Ser governado é ser, em cada operação, em cada transação, em cada movimento, notado, registrado, arrolado, tarifado, selado, medido, taxado, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, apostilado, admoestado, impedido, emendado, endireitado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser pedido emprestado, adestrado, adestrado, resgatado, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; e depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado, vilipendiado, vexado, perseguido, injuriado, espancado, desarmado, estrangulado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, pra não faltar nada, jogado, ridicularizado, zombado, ultrajado, desonrado”. Contrário às hierarquias, o pensador francês encerrava o texto com a seguinte mensagem: “eis o governo, eis sua justiça, eis sua moral”.

Auge[editar]

Foi inspirado no texto de Proudhon que o cantor e compositor brasileiro Raul Seixas compôs, em 1983, a letra de "Carimbador Maluco", na qual faz referência ao texto na anarquia no trecho “tem que ser selado/registrado, carimbado/avaliado, rotulado/se quiser voar/pra lua, a taxa é alta/pro sol, identidade/mas viaja o seu foguete/viajar pelo universo/é preciso o meu carimbo/dando sim, sim, sim,sim”. A canção acabou sendo utilizada em um especial infantil da Rede Globo no ano seguinte, de nome Plunct, Plact, Zum, que acabou gerando grande impacto na geração da época.

Seu Nenê da Vila Matilde, um ícone dos infantes nos anos 30.
Protesto de crianças ligadas ao movimento anárquico do Levante Infantil em Israel

Tocadas pelas ideias da Anarquia por conta da música de Raul Seixas, as crianças brasileiras começaram a se organizar em pequenos grupos que desobedeciam as hierarquias familiares, políticas, religiosas e militares. Entre 1984 e 1985, grupos de crianças em São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Curitiba, Brasília e Recife organizaram protestes simultâneos, que acabaram evoluindo e desencadeando a saída do presidente militar João Figueiredo, substituído pelo civil mineiro Tancredo Neves. Eleito, Tancredo prometia acabar com alguns direitos das crianças, como o de votar e o de possuir rezes, o que teria gerado grande insatisfação infantil. Porém, não há provas concretas da ligação entre o Levante Infantil e a morte do presidente eleito, em 21 de abril de 1985.

Decidido a ganhar o apoio do movimento, o vice-presidente empossado José Sarney decidiu se reunir com o movimento em diversas sedes, articulando um acordo que iniciaria o texto do Estatuto da Criança e do Adolescente. O documento seria concluído em 1990 pelo presidente Fernando Collor de Mello, que instituiria a maioridade penal no Brasil na idade de 18 anos, mas que deixaria novamente os menores de 16 anos sem o direito ao Sufrágio Universal. Esgotadas após o final da ditadura, as crianças ainda tiveram forças para liderar o movimento de derrubada de Collor do poder, em 29 de dezembro de 92. O movimento acabou inspirando levantes na Europa, na Ásia, na América Latina e na Oceania, mas ainda assim, não houve força política entre os grupos anárquicos infantis para exigir o direito de seu sucessor, o mineiro Itamar Franco.

Declínio[editar]

Sagat, presidente da Tailândia, morto em um atentado automobilístico infantil em 1990

Sem força política após a queda de Collor, os grupos do Levante Infantil começaram a se desmanchar em diversas capitais. Primeiro em Porto Alegre, depois em Curitiba, Florianópolis, Manaus e Salvador. Alguns grupos ainda mostraram força, mantendo reuniões públicas entre 93 e 98, com mais destaque para a Comissão Nacional de Brasília, em 94, e para as consequentes movimentações em Goiãnia, Porto Velho, Belém, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo. Houve a proposta de criação de um Estado independente e de um exército nacional, mas a grande reprovação dentro do próprio movimento acabou enfraquecendo suas bases, e encerrando o Levante Infantil em 10 de outubro de 1999. Alguns membros resolver aderir ao movimento neoanárquico do Socialismo Libertário, mas a maioria percebeu que já tinha mais de 16 anos e poderia votar.

Pelo mundo[editar]

O Levante Infantil ganhou força em alguns países do mundo depois da reunião da primeira Internacional Infantil, em 1986, na Espanha. Desde então, houve a tentativa da tomada do poder em Cuba, oprimida pelo ditador Fidel Castro – embora a ação tenha sido um dos pouco fracassos libertários dos Levantes Infantis internacionais. Entre as ações de principal destaque dos Levante Infantil internacional, houve o atentado que assassinou o presidente da Tailândia Pramaghorn Sagat, em 90, ou o primeiro-ministro de Israel Yitzhak Rabin, em 95. Sem qualquer propósito definido, o movimento acabou se extinguindo em 97, embora ainda haja registro de ataques terroristas de alguns focos mundiais isolados.